Alguns filmes evocam em nós sentimentos dos mais variados. Podemos nos sentir tanto fortes quanto impotentes, alegres ou tristes, senão um misto de emoções. O quarto de Jack com certeza é um desses filmes. Há grandeza e pequenez humana são no filme retratadas de uma maneira sutil e impactante. Em meio há turbulências e maldade é possível encontrar a pureza e mantê-la, acolhê-la, fazer dela uma luz em meio à escuridão. Essa mesma pureza permite que se escape, que se conheça um novo mundo e que também se reencontre com um mundo há muito esquecido. Choques com um mundo era apenas visto pela televisão se fazem muito fortes para alguém que estava acostumado a só imaginar mundos distantes. Para quem já havia vivido no mundo antes de ser tirada dele à força, voltar pode não ser tarefa das mais fáceis. Algumas separações forçadas mudam a vida até de quem ficou fora da vista de quem sofre a maldade do algoz. O tempo cronológico também é desafiado de maneira muito interessante ...
Há pouco tempo tive em minhas mãos um livro de Moacyr Scliar , " A mulher que escreveu a Bíblia ", cujo recorte na era tão boa que resolvi comprar para presentear alguém. Como a pessoa morava longe, não pude fazer o famoso pedido: "você me empresta o livro depois de o ter lido"? Nada que o tempo não podia resolver, pois me chegou às mãos " O Exército de um homem só ", um livro de bolso com uma narrativa ágil e em retrospectiva.