Assim começa o melhor livro que já tive a oportunidade de ler e que, segundo alguns, é o segundo melhor livro já escrito em língua espanhola. Perde para o não menos fantástico Dom Quixote da Mancha, um livro também incrível e revolucionário à época em que foi escrito e com uma capacidade de fascinar e encantar que tem sobrevivido ao longo do tempo.
García Márquez nos leva para um mundo novo e, ao mesmo tempo, familiar a nós latinos. Novo porque reconta o nosso mundo de uma maneira surpreendente, tão fantástica como a nossa imaginação e maneira de experimentar a realidade que nos cerca. Apesar de não ter tido um avô combatente de guerra como o autor, lembro dos casos que meu avô me contava sobre suas peripécias no campo e como os personagens se tornavam muito maiores do que realmente eram ou mais valentes do que poderiam ter sido.
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Para se experimentar toda a fábula do livro, basta comentar que o patriarca Buendía aprendeu a falar latim enquanto estava amarrado a uma árvore, ou que o primeiro padre da vila fazia levitações após tomar chocolate, ou ainda o Buendía que, de tanto dinheiro que tinha, resolveu revestir toda a parte externa de sua casa com dinheiro (ganho graças a um amor que tinha com uma das mulheres da vila, quanto mais se amavam, mais seus negócios prosperavam...)...
Nos Cem Anos que duram mais do que cem anos, podemos observar as várias facetas humanas, as repressões de todo tipo, as guerras, os amores, os desencontros, a lucidez e sua companheira loucura; e um universo fantástico sendo construído, atingindo seu auge e, por fim, seu declínio. Os papéis de homem e da mulher, a questão da família, o trabalho, a religião, o convívio com o estrangeiro, é tudo muito bem construído e nos vai prendendo até o fim. Fantástico!!!!

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