Alguns filmes evocam em nós sentimentos dos mais variados. Podemos nos sentir tanto fortes quanto impotentes, alegres ou tristes, senão um misto de emoções. O quarto de Jack com certeza é um desses filmes.
Há grandeza e pequenez humana são no filme retratadas de uma maneira sutil e impactante. Em meio há turbulências e maldade é possível encontrar a pureza e mantê-la, acolhê-la, fazer dela uma luz em meio à escuridão.
Essa mesma pureza permite que se escape, que se conheça um novo mundo e que também se reencontre com um mundo há muito esquecido. Choques com um mundo era apenas visto pela televisão se fazem muito fortes para alguém que estava acostumado a só imaginar mundos distantes. Para quem já havia vivido no mundo antes de ser tirada dele à força, voltar pode não ser tarefa das mais fáceis. Algumas separações forçadas mudam a vida até de quem ficou fora da vista de quem sofre a maldade do algoz.
O tempo cronológico também é desafiado de maneira muito interessante por Jack. Quando ele tinha quatro anos, ainda pensava como menino, imaginava as coisas como menino. Com cinco anos, pelo contrário, ele a cada dia conhecia mais do mundo e dava também a quem lhe era próximo esse (re)conhecer o mundo e desapegar-se do que não vale a pena para recomeçar.
Espero que meus rodeios não tenham revelado o enredo, mas sim despertado interesse de ver um filme comovente e com atuações muito boas, boa fotografia e uma estória marcante.

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