Os contos infantis, desde antes de Perrault, já serviam para educar e esclarecer as crianças sobre os perigos a que estavam sujeitas e as expectativas que sobre elas recaiam. Charles Perrault coletou vários contos infantis contados na França de sua época (século XVII), mas fazendo adaptações para que as histórias populares não soassem chocantes demais para a nobreza palaciana francesa. Décadas mais tarde, os irmãos Grimm fizeram o mesmo na futura Alemanha (século XVIII e XIX). Ironicamente, como os Grimm ficaram mais famosos nos EUA, suas versões de histórias semelhantes às coletadas por Perrault se tornaram também mais conhecidas mundo afora por meio do cinema hollywoodiano. Não se pode desprezar, claro, Lewis Carroll nem Hans Christian Andersen, que trouxeram uma roupagem moderna aos contos infantis em sua época (século XIX), pois não só coletaram histórias populares, como criaram novas. Mas e quando novos contos nos são apresentados já nos anos 2000, conservando mas apresentando novos elementos aos bons e velhos contos?
Hermione Granger, por meio da herança que lhe foi legada por Dumbledore, traduz das runas antigas os Contos de Beedle, o Bardo. São cinco histórias pequeninas, que se tornam um pouco maiores com os comentários sagazes e perspicazes de Dumbledore. Os contos de fada da história de JK Rowling talvez só difiram dos contos de fada "convencionais" por serem histórias nas quais a magia não chega a ser necessariamente um problema ou solução necessariamente. São as paixões e vicissitudes humanas, como também suas virtudes, que dão a tônica das histórias. Talvez a contribuição principal que esses contos tragam seja a de preencher uma lacuna e curiosidade que fica aos leitores de Harry Potter, que como Harry e Hermione tiverem educação "trouxa" (isto é, para não bruxos) e não conhecem os contos contados aos pequenos bruxos nem as polêmicas que os envolveram ao longo dos séculos.
Os Contos de Beedle não prescindem a leitura de outros clássicos da literatura infantil, mas por certo incentivam ainda mais as crianças (e jovens adultos) a ler mais, pois os contos ajudam a compreender o final da saga Harry Potter. Por um momento, JK Rowling me lembrou de Tolkien, por exemplo, pois o mundo de magia no qual Harry vive é tão complexo que uma série de outras e histórias e questões surgem para intrigar os leitores da série. Então, boa leitura!
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| Ilustração "O conto dos três irmãos" by JK Rowling |
Hermione Granger, por meio da herança que lhe foi legada por Dumbledore, traduz das runas antigas os Contos de Beedle, o Bardo. São cinco histórias pequeninas, que se tornam um pouco maiores com os comentários sagazes e perspicazes de Dumbledore. Os contos de fada da história de JK Rowling talvez só difiram dos contos de fada "convencionais" por serem histórias nas quais a magia não chega a ser necessariamente um problema ou solução necessariamente. São as paixões e vicissitudes humanas, como também suas virtudes, que dão a tônica das histórias. Talvez a contribuição principal que esses contos tragam seja a de preencher uma lacuna e curiosidade que fica aos leitores de Harry Potter, que como Harry e Hermione tiverem educação "trouxa" (isto é, para não bruxos) e não conhecem os contos contados aos pequenos bruxos nem as polêmicas que os envolveram ao longo dos séculos.
Veja também: A casa dos espíritos
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| Capa de "Os contos de Beedle, o Bardo" |
Os Contos de Beedle não prescindem a leitura de outros clássicos da literatura infantil, mas por certo incentivam ainda mais as crianças (e jovens adultos) a ler mais, pois os contos ajudam a compreender o final da saga Harry Potter. Por um momento, JK Rowling me lembrou de Tolkien, por exemplo, pois o mundo de magia no qual Harry vive é tão complexo que uma série de outras e histórias e questões surgem para intrigar os leitores da série. Então, boa leitura!


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